Atando o Cavalo
Von Bebeto Alves · Autor: Bebeto Alves
Original: →Übersetzung:
Übersetzung von panzas
Originaltext
<p>Milonga afeita à luz de candeeiro
Na ponta dos dedos traduz um violão
Conforme a dor tapeia um sombrero
Tenteando o cabresto da imaginação</p><p>Milongueia, vida boa,
Milongueia em “riba” dos animais
Milongueia, nem que doa,
Milongueia ao tranquito, “no más”...</p><p>Milonga aberta às léguas do tempo,
Arrasta os arreios olhando pro chão,
Conforme for carneia pro assado
Atando o cavalo de frente ao galpão...</p><p>Milongueia, vida boa,
Milongueia em “riba” dos animais
Milongueia, nem que doa,
Milongueia ao tranquito, “no más”...</p><p>Milonga atenta ao gado novilho,
Num baio rosilho é só coração
Soltando a mão ponteia o que sabe
Nas horas do mate e de solidão...</p><p>Milongueia, vida boa,
Milongueia em “riba” dos animais
Milongueia, nem que doa,
Milongueia ao tranquito, “no más”...</p><p>Me agrada a prosa milongueando campo fora
Quando a vida se acomoda junto ao pé do fogão,
Me lava a alma conversar com a matungada,
Apartando a terneirada com as “ovelha” em criação...</p><p>Milongueia, vida boa,
Milongueia em “riba” dos animais
Milongueia, nem que doa,
Milongueia ao tranquito, “no más”...</p>
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