Minha Carne
Por Preta Ferreira · Autor: Preta Ferreira
Traducción por panzas
Letra original
Foi-se a chibata, implantou-se a lei
Ambas sob a tutela das mesmas mãos
Mãos dos senhores de engenho
Sinhôzinho, não me toque
Mesmo lavando minha alma
As marcas não sairão
Eu sou princesa de angola
Filha de rei e rainha
Não nasci pra lhe servir
O meu reino não é aqui
Pelos seus olhos somos vistos símbolo sexual
A minha boca, meu cabelo, herança maternal
Não vem se apropriar disso também
130 anos e nada mudou
E com 94 morreu meu avô
Quando me sangram é pela minha cor
É a carne mais barata que você deseja
É a minha carne que você deseja
Misturar indígena e quilombola
Como um passarinho preso na gaiola
Deixe-me ir quero ir embora
Tire suas mãos de mim agora
É a carne mais barata que você deseja
É a minha carne que você deseja
Misturar indígena e quilombola
Como um passarinho preso na gaiola
Deixe-me ir quero ir embora
Tire suas mãos de mim agora
Eu sou aquilo que você queria ser
Eu sou aquilo que você queria ser
Eu sou aquilo que você queria ser
Eu sou princesa de angola
Filha de rei e rainha
Não nasci pra lhe servir
O meu reino não é aqui
Pelos seus olhos somos vistos símbolo sexual
A minha boca, meu cabelo, herança maternal
Não vem se apropriar disso também
130 anos e nada mudou
E com 94 morreu meu avô
Quando me sangram é pela minha cor
É a carne mais barata que você deseja
É a minha carne que você deseja
Misturar indígena e quilombola
Como um passarinho preso na gaiola
Deixe-me ir quero ir embora
Tire suas mãos de mim agora
É a carne mais barata que você deseja
É a minha carne que você deseja
Misturar indígena e quilombola
Como um passarinho preso na gaiola
Deixe-me ir quero ir embora
Tire suas mãos de mim agora
Eu sou aquilo que você queria ser
Eu sou aquilo que você queria ser
Eu sou aquilo que você queria ser
Eu sou aquilo que você queria ser
Eu sou aquilo que você queria ser
Eu sou aquilo que você queria ser
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